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Medicação x Meditação – A cura sem efeitos colaterais

publicado por Tania Mujica 0 comentários

Entre uma pitada e outra dos meus 60 cigarros diários, minha ansiedade de estimação colaborou para elevar meus níveis de cortisol. Juntas, havíamos conquistado a insônia, crises de pânico, depressão, queda de cabelo, gastrite, TIC, TOC e uma angústia a cada “tic tac”. Eu só conseguia dormir duas vezes por semana.

Os únicos momentos em que me desligava das minhas cinco empresas e dos meus 40 funcionários era quando me dedicava a uma grande paixão – atuar como Estátua Viva no centro de São Paulo. A partir do momento em que começava a me maquiar e a vestir o figurino de cor prata, me entregava ao momento presente por inteiro. Nas movimentadas ruas paulistas, sentia uma profunda paz interior, capaz de eliminar quaisquer sintomas trágicos da vida contemporânea.

Demorei anos para entender o motivo pelo qual a Estátua Viva me fez tão bem. Foi quando me dei conta  do estado meditativo. Algo mágico acontecia em meu interior quando estava inerte, em meio ao caos, era a percepção de quem sou e de todas as minhas emoções.

Foi nesse ínterim de emoções que aprendi a observar meu corpo e sentir os sintomas e as  razões pelas quais a dor surgia, ganhando consciência e controle de todos os meus sentidos e tendo na meditação ativa a cura para diversos males. Abri mão de uma das muitas dependências que minha vida caótica tinha, o alívio imediato da dor por meio da automedicação. Foi libertador!

Meditação:

Meditar é muito mais simples do que parece. Você pode dispensar o incenso, o mantra e o isolamento e fazer a qualquer momento e em qualquer lugar. Para esvaziar a mente, é preciso conectar­-se no instante presente, onde as coisas acontecem. Pode ser sentindo o vento no rosto, uma observação tímida, um perfume ou até mesmo a emoção transmitida em um olhar. Vazia de qualquer pensamento, sua cabeça fica plenamente atenta ao que acontece no momento. Isso é meditar!!!

Enquanto atuava no centro de São Paulo, precisava ficar atenta a tudo que acontecia em minha volta, completamente alerta.

Apesar de parada, a estátua viva é a mais transparente representatividade da alma em sua essência. Eu procurava representar através do olhar e da respiração, a vida que existia dentro da personagem. Além de artista, me descobri como uma atleta do corpo e da mente. Foi dessa forma que desenvolvi a prática em meditação: entendi como me conectar com o presente.

Por diversas razões, fiquei um ano e meio sem me apresentar nas calçadas para me dedicar exclusivamente aos meus negócios. Foi uma época em que estive muito bem financeiramente, em contrapartida, a ansiedade  que adquiri de estimação e todos os seus indesejáveis sintomas me sufocavam cada vez mais. Cheguei ao meu limite quando percebi que já não estava mais tão presente na vida do meu filho.

Sem saber em que parte eu havia me perdido, decidi voltar ao ponto inicial e retomar minha atividade de Estátua Viva, afinal, eu não sabia o que acontecia de diferente cada vez que atuava, mas sabia que naquele momento eu percebia a vida de uma outra forma, e tinha plena certeza de que lá, meditando, eu conseguiria as respostas que eu precisava. Por isso, na época, deixei de me dedicar aos meus negócios e passei a atuar somente como artista de rua.

Meditação x Remédios:

Senti no meu próprio corpo os benefícios da meditação. Hoje, pesquisas comprovam as mudanças que essa prática pode proporcionar ao nosso organismo. Dentre elas, estão o alívio da dor, o aumento da capacidade de atenção, a melhora do sistema imunológico, a conexão entre o corpo e a mente, a redução da pressão sanguínea e a redução de cortisol.

Em 2010, os cientistas realizaram uma pesquisa com dois grupos: de um lado, 45 estudantes americanos da Universidade de Oregon, de outro, 68 estudantes chineses da Universidade de Tecnologia de Dalian. Todos os participantes estavam submetidos a um treinamento integrativo de corpo e mente, um tipo de meditação intensa. Em seguida, cada um deles eram submetidos a uma ressonância magnética.

Em duas semanas, os exames comprovaram o número de conexões cerebrais de sinalização. Em um mês, foi possível verificar a mudança na atividade mental na região do córtex cingulado, anterior ao cérebro, capaz de regular o comportamento. Essa parte do cérebro está associada a várias doenças mentais, como déficit de atenção, demência, depressão e esquizofrenia. Tais mudanças aliadas à meditação, proporcionaram melhoras no humor, redução de cortisol e de raiva, ansiedade, depressão e fadiga.

A lógica médica vê necessidade de medicar sempre que uma pessoa não se enquadrar em um determinado padrão, ao considerar os níveis de ansiedade, estresse, depressão, falta de atenção… No entanto, os efeitos colaterais apresentam outros sintomas igualmente negativos e preocupante.

Diante disso, concluo que em diversas situações o  remédio vira uma fuga daquilo que realmente causa todos esses sintomas maléficos. Ele se transforma em uma venda que cobre a visão daquilo que nosso inconsciente implora por atenção. O que realmente tira nossa paz? Qual é a raiz causadora da ansiedade? Qual o verdadeiro motivo que desperta o meu estresse? O que me leva a ficar triste e deprimido? Os sintomas são a consequência das nossas emoções gritando por atenção, por uma pausa no meio da loucura, do emaranhado de pensamentos tortuosos que vagam inutilmente entre o passado e o futuro.

A partir do momento em que prestamos atenção em todos os nossos sentimentos, emoções e reações, passamos a ter um domínio maior sobre nosso corpo e nossa mente.

Eis o segredo do porquê a meditação possui um efeito poderoso, capaz de substituir muitos comprimidos, pílulas ou drágeas!

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